
Neste momento fecho-me em mim e dou comigo a pensar, a recordar a nostalgia que se escondia entre o tempo e entre o passado que eu teimava esquecer!
De nada sei!
Atiro-me inerte ao abismo, envolto nas obscuridades do pensamento e deixo o sentimento se soltar, abrir asas e voar.
Confesso! Tentei apagar de mim o ser "menino frágil", inseguro... um menino que eu não gostava de ser...
Então tapei-me, camuflei-o! Mascarei-me de coragem e força e enfrentei o mundo sem pena de mim, sem medo de nada, frio, gélido como se nada me tocasse: Intocável num mundo só meu.
Porém, tudo isto é mentira! Ele continua aqui! Dentro de mim! Suga-me a alma, revolta-me o espírito! Ele magoa-me!
Tento fugir. Não consigo.
Prendi-o num sítio qualquer, amarrei-0, atei-o, espalhei-o ao vento para que ele o levasse… Queimei-o, amachuquei-o (como a um papel sujo)! Tentei escondê-lo até de mim mesmo mas…
Ele indubitavelmente sou eu... Dele... inevitavelmente não posso fugir!
Corro, esquivo-me, esguio, ágil, lesto, de tudo aquilo me faz mal e me atropela, me descontrola... me rasga aquele ar artificial e sorridente que, tantas vezes, ouso vestir…
Então, mesmo que tenha de dar de caras com o que me fere, arrogante e frio, com um sorriso audaz e sem conteúdo, ignoro, desprezo... Sigo em frente sem mostrar que me importei ou que me importo… Mas…
"Só sei que nada sei". Bela e sabedora frase! Como ela nos define, nos caracteriza! Somos tão ignorantes que até ignoramos a nossa própria ignorância! E numa gargalhada indiscutivelmente sarcástica esboço a minha ironia!
O medo faz-nos perder tanto... Pensamos que sabemos tudo e não sabemos de nada! Então, acabamos por perder o que e quem realmente nunca quereríamos perder...
Eu não sei de nada! Estou tão confuso e entrego-me ao infinito, deitado na minha cama... ouvindo as musicas que me trazem de volta a mim: o “menino”... E divago...
Penso... Penso no quão especial estás a ser para mim, em como dás nova cor aos meus dias negros...
Penso naquele cheirinho a novidade e naquele arrepio frio, no aperto que dantes sentia no estômago... Penso em como com um sorriso teu, uma palavra brincalhona, num miminho sincero consegues trazer uma nova magia à minha insignificante vida... - suspiro... Será amor?... Não sei...
Nem sequer sei o que acontecerá daqui para a frente. Mas adorava poder voltar a dizer: EU AMO-TE….. porque já o estou a sentir…
Gostava de poder apagar os tempos em que me inundei nas minhas mágoas, me senti pequenino, inútil, invisível, ignorado... quando a única coisa que eu queria eram as tuas mãos para me segurar, esses teus braços para me abraçar… a tua voz para me reconfortar... o teu olhar meigo para me acalmar... e me distrair da realidade no sonho que era ter-te…
Mas… és tu que me fazes mal... Essa cara, esse corpo! Tu trazes-me alegria e dor ao mesmo tempo…
Queria sentir que sem ti não sei viver, sentir que és o ar que respiro…
Queria permitir-me a mim mesmo sentir que preciso de ti porque te sinto entranhada no meu pensamento, no meu corpo! Mas... será que é a ti que procuro? Serás tu aquela que busco?
Eu não sei... de nada sei...
Estou estranho, distante nos meus pensamentos.
Queria que viesse a mim o “sentir”, aquele “sentir” misterioso que nos faz saborear o desconhecido e magicar o futuro longínquo, apesar de eternamente presente nas nossas quimeras... mas sei que sempre que o deixo me abarcar, me abarca também este sofrer...
Sim... porque me apaixonei, me iludi, inutilmente me decepcionei.…
E ao mesmo tempo, não sei se foi paixão ou se foi um qualquer filme desfocado a escapar-se da minha imaginação fértil de criança...
Ali, nós dois… só nós dois, naqueles momentos, naqueles instantes em que eu te amava e tu a mim... Eu homem, tu mulher . Nada mais...
Nada nos separava... Nada nos prendia...
Um "amor"... em que me dei, onde me sentia protegido…
Na recordação, as tuas mãos... doces, suaves, medrosas… confiantes... – sorrio.
As mãos... Que ternura! O olhar... Tanto carinho! Instantes…
Foste um sonho!
E afastamo-nos, de mansinho, sem que nenhum dos dois dê por isso. (Ou dê… Naturalmente teria de ser assim…)
E novamente me entrego às anteriores loucuras de me aprisionar dentro de mim... Me acorrentar, me esvaziar de sentimento... Deixar tudo o que me traz tristeza... Tudo o que me quebra! E, assim, só assim me faço forte, torno-me homem, firme, decidido, impenetrável, implacável, intocável!
Deixo para trás a faceta de homem apaixonado e parto de mim em mim...
Respiro fundo. Sigo em frente...
Serei dramático?
Demasiadamente fatalista?
Se me pudesse desdobrar!!! Ai como me amaria! Mil promessas me faria! De mil beijos me cobriria e enfraquecida, em meus braços cairia...
Sim…
E se te dissesse que depois de tudo, nada ficou? Não! Minto! Ficou somente um carinho… carinho exímio, sem maldade, sem ressentimento, sem desprezo até.
E se te dissesse que no meio destas minhas palavras sem sentido – sim, porque confesso que sóbrio não estou – resta um desejo, sem igual, de felicidade por ti?
Nada foi em vão…
Por vezes, dei por mim a pensar que desperdicei tempo a sonhar contigo, que perdi tempo a estar contigo. Tempo da minha própria felicidade… que preferiria estar sozinho, tentando me encontrar a mim…
De nada sei!
Atiro-me inerte ao abismo, envolto nas obscuridades do pensamento e deixo o sentimento se soltar, abrir asas e voar.
Confesso! Tentei apagar de mim o ser "menino frágil", inseguro... um menino que eu não gostava de ser...
Então tapei-me, camuflei-o! Mascarei-me de coragem e força e enfrentei o mundo sem pena de mim, sem medo de nada, frio, gélido como se nada me tocasse: Intocável num mundo só meu.
Porém, tudo isto é mentira! Ele continua aqui! Dentro de mim! Suga-me a alma, revolta-me o espírito! Ele magoa-me!
Tento fugir. Não consigo.
Prendi-o num sítio qualquer, amarrei-0, atei-o, espalhei-o ao vento para que ele o levasse… Queimei-o, amachuquei-o (como a um papel sujo)! Tentei escondê-lo até de mim mesmo mas…
Ele indubitavelmente sou eu... Dele... inevitavelmente não posso fugir!
Corro, esquivo-me, esguio, ágil, lesto, de tudo aquilo me faz mal e me atropela, me descontrola... me rasga aquele ar artificial e sorridente que, tantas vezes, ouso vestir…
Então, mesmo que tenha de dar de caras com o que me fere, arrogante e frio, com um sorriso audaz e sem conteúdo, ignoro, desprezo... Sigo em frente sem mostrar que me importei ou que me importo… Mas…
"Só sei que nada sei". Bela e sabedora frase! Como ela nos define, nos caracteriza! Somos tão ignorantes que até ignoramos a nossa própria ignorância! E numa gargalhada indiscutivelmente sarcástica esboço a minha ironia!
O medo faz-nos perder tanto... Pensamos que sabemos tudo e não sabemos de nada! Então, acabamos por perder o que e quem realmente nunca quereríamos perder...
Eu não sei de nada! Estou tão confuso e entrego-me ao infinito, deitado na minha cama... ouvindo as musicas que me trazem de volta a mim: o “menino”... E divago...
Penso... Penso no quão especial estás a ser para mim, em como dás nova cor aos meus dias negros...
Penso naquele cheirinho a novidade e naquele arrepio frio, no aperto que dantes sentia no estômago... Penso em como com um sorriso teu, uma palavra brincalhona, num miminho sincero consegues trazer uma nova magia à minha insignificante vida... - suspiro... Será amor?... Não sei...
Nem sequer sei o que acontecerá daqui para a frente. Mas adorava poder voltar a dizer: EU AMO-TE….. porque já o estou a sentir…
Gostava de poder apagar os tempos em que me inundei nas minhas mágoas, me senti pequenino, inútil, invisível, ignorado... quando a única coisa que eu queria eram as tuas mãos para me segurar, esses teus braços para me abraçar… a tua voz para me reconfortar... o teu olhar meigo para me acalmar... e me distrair da realidade no sonho que era ter-te…
Mas… és tu que me fazes mal... Essa cara, esse corpo! Tu trazes-me alegria e dor ao mesmo tempo…
Queria sentir que sem ti não sei viver, sentir que és o ar que respiro…
Queria permitir-me a mim mesmo sentir que preciso de ti porque te sinto entranhada no meu pensamento, no meu corpo! Mas... será que é a ti que procuro? Serás tu aquela que busco?
Eu não sei... de nada sei...
Estou estranho, distante nos meus pensamentos.
Queria que viesse a mim o “sentir”, aquele “sentir” misterioso que nos faz saborear o desconhecido e magicar o futuro longínquo, apesar de eternamente presente nas nossas quimeras... mas sei que sempre que o deixo me abarcar, me abarca também este sofrer...
Sim... porque me apaixonei, me iludi, inutilmente me decepcionei.…
E ao mesmo tempo, não sei se foi paixão ou se foi um qualquer filme desfocado a escapar-se da minha imaginação fértil de criança...
Ali, nós dois… só nós dois, naqueles momentos, naqueles instantes em que eu te amava e tu a mim... Eu homem, tu mulher . Nada mais...
Nada nos separava... Nada nos prendia...
Um "amor"... em que me dei, onde me sentia protegido…
Na recordação, as tuas mãos... doces, suaves, medrosas… confiantes... – sorrio.
As mãos... Que ternura! O olhar... Tanto carinho! Instantes…
Foste um sonho!
E afastamo-nos, de mansinho, sem que nenhum dos dois dê por isso. (Ou dê… Naturalmente teria de ser assim…)
E novamente me entrego às anteriores loucuras de me aprisionar dentro de mim... Me acorrentar, me esvaziar de sentimento... Deixar tudo o que me traz tristeza... Tudo o que me quebra! E, assim, só assim me faço forte, torno-me homem, firme, decidido, impenetrável, implacável, intocável!
Deixo para trás a faceta de homem apaixonado e parto de mim em mim...
Respiro fundo. Sigo em frente...
Serei dramático?
Demasiadamente fatalista?
Se me pudesse desdobrar!!! Ai como me amaria! Mil promessas me faria! De mil beijos me cobriria e enfraquecida, em meus braços cairia...
Sim…
E se te dissesse que depois de tudo, nada ficou? Não! Minto! Ficou somente um carinho… carinho exímio, sem maldade, sem ressentimento, sem desprezo até.
E se te dissesse que no meio destas minhas palavras sem sentido – sim, porque confesso que sóbrio não estou – resta um desejo, sem igual, de felicidade por ti?
Nada foi em vão…
Por vezes, dei por mim a pensar que desperdicei tempo a sonhar contigo, que perdi tempo a estar contigo. Tempo da minha própria felicidade… que preferiria estar sozinho, tentando me encontrar a mim…
Mas… não. No fundo nada perdi, nada desperdicei, muito ganhei. E agradeço-te por, sem querer, me teres tirado nós que estavam presos na garganta…
A vida é feita de sabores e dissabores. Pelos dois lados da moeda temos nós decididamente de passar. Sofrer para aprender, bater com a cabeça nas paredes para compreender o fundamento das coisas que nos rodeiam e das situações pelas quais vamos passando. Assim se cresce! Não é?
E eu vou crescendo. Vou bebendo a minha "cerveja" e vou entendendo que nada é como eu gostaria que fosse e que também o meu pessimismo ou o meu optimismo não me levam a sítio algum. Devo antes permanecer eu mesmo! Só eu! Eu e mais eu e eu próprio no dia a dia! A viver sorrindo pela longa estrada da vida. Tentando não naufragar, mas viver! Viver no belo sentido da palavra. Sem exageros ou extravagâncias. Viver apenas o meu quotidiano sorrindo e fazendo sorrir quem amo. É isso! Sim… Só isso!

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