domingo, 12 de julho de 2009

Tão estranho a forma de amar...


Tão estranho a forma de amar,amamos e sentimentos ciúmes,ciúmes tontos, muitas vezes inconvenientes.Amamos e sentimos medo,um medo de um dia estar só, de que a pessoa amada siga em viagem sem lhe presentear com uma passagem para o mesmo lugar.Amamos e sentimos raiva,raiva de não sermos entendidos, como se a pessoa amada tivesse a obrigação de ter o dom da premonição, e pudesse nos compreender pelo menos naquele momento que mais estamos chateados.Amamos e sentimos muitas vezes rejeição,pelo simples facto de não ser notado o novo corte de cabelo, a nova roupa, a nova investida.Amamos e nos tornamos loucos,loucos pela felicidade a dois, um mundo colorido feito para apaixonados.Loucos pela vida, como se o hoje fosse um dos dias dos milhões que ainda viveremos.Tão estranho a forma de amar,Somos muitos em um só, muitos sentimentos, muitos desejos, muitos planos...Não quero dominar o amor, quero que o amor nos domine.Pois amor que é AMOR, é tudo... é certeza, é companhia, é amizade, é paixão, é criança, é eterno.Tão estranho esta forma de amar,que me perco até nos versos mais simples de um poema,pois tem tantas formas de se escrever sobre o amor, algumas simples outras complexas,mas todas com o mesmo sentido, que o amor tudo supera.

Para ti...


Hoje não te deixo palavras, deixo-te o silêncio do relógio em forma de carícia, em forma de beijo. Deixo-te o doce mel à entrada da colmeia, para que procures e descubras a minha face entre os favos da minha imaginação.


Hoje não me lês, entro em ti, faço-te minha, através dos teus olhos que se entreabrem e se entregam a mim neste rascunho sem sentido. Deixo-te o meu corpo evaporado e condensado em gotículas.


Fecha os olhos e sente-me invadindo a tua boca, é na minha língua molhada, que te ofereço a doçura das intensas emoções que nascem em mim quando te penso. Na tua pele espalho o perfume húmido da minha saliva, desenho-me em ti, em cada linha que deixo em branco, em cada toque que desperto nos teus braços, em cada onda de calor que emana em ti, como uma realidade inventada para nós.

Hoje, não são para ti as palavras escritas. Para ti, apenas deixo o calor da minha mão no teu rosto. O meu sorriso nos teus olhos...
Ofereço-te a surpresa da minha voz, num segredo sussurrado ao ouvido, que em poucas letras te bafeja ao coração, tudo aquilo que estas palavras não ousam desvendar...hoje não quero que me leias!


Hoje, quero que me sintas, aí, contigo.
Não são para ti as palavras que escrevo...

Se eu morrer primeiro...


Se eu morrer antes de ti, faz-me um favor:Chora o quanto quiseres, mas não discutas comigo.Se não quiseres chorar, não chores;Se não conseguires chorar, não se preocupes;Se tiveres vontade de rir, ri;Se alguns amigos contarem alguma coisa a meu respeito, ouve e acrescenta a tua versão;Se me elogiarem muito, corrige-lhes os exageros.Se me criticarem muito, defende-me;Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostra-lhes que eu de santo tinha pouco, e estava longe de ser o santo que descrevem;Se me quiserem mostrar como um diabinho, mostra-lhes que eu talvez tivesse até um pouco de diabinho, mas que a minha vida inteira eu tentei ser um bom amigo...E se tu tiveres vontade de escrever alguma coisa sobre mim, escreve apenas uma frase:-"Foi meu amigo, acreditou em mim e sempre me quis por perto!"Aí, então derrama uma lágrima...Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal.Outros amigos farão isso no meu lugar.Gostaria de dizer-te para que vivas como quem sabe que vai morrer um dia, e que morras como quem soube viver bem a vida.A amizade só faz sentido se conseguirmos trazer o céu para mais perto de nós, pelo menos é o que eu penso.Mas, se eu morrer antes de ti, acho que não vou estranhar o céu."Ser teu amigo, já é um pedaço dele..."




(o meu cantinho)