sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A pagina da minha vida...

Querido diário, hoje não tenho nada de novo para te dizer, apenas mais uma vez como costume sento-me nesta cadeira para te falar de mim.
Como sabes não estou contente com esta vida que me foi dada, sinto-me cada vez mais em baixo sempre que olho para aquele calendário onde ainda vejo marcado o dia desde que ela partiu. Já passaram três anos desde então e os dias parecem não mudar e como já deves tu saber nunca mais voltei a sentir-me o mesmo. Maldito calendário. Que não consigo nem chegar perto para finalmente troca-lo e manda-lo fora, ate nas folhas já se nota a humidade a subir.
Hoje la no trabalho insinuarão que já estava mais que na altura de procurar alguém e começar a construir família, o que significa encontrar alguém novo... Concordo com eles, mas a questão e porque e que não o consigo.
Pois acho que porque todos os meus sonhos de uma vida futura nunca os tive sem ela estar presente... Acredita que já tentei meu amigo. Com todas as minhas forcas já tentei arrancar-la do meu coração, mas inevitável o esforço quando este também já esta habituado a amar só a ela.

Vezes sem conta me encontro no escritório perdido nas lembranças. Dormindo e sonhando acordado vou vivendo cada momento como se de uma maquina virtual eu pudesse desfrutar desses momentos sem sair dali...
Suspiro cinco minutos mais tarde quando finalmente volto a realidade e vejo que a imagem dela não passava de uma ilusão criada pelas saudades guardadas dentro de mim.
Com isso suspiro mais uma vez e seguidamente vezes sem conta com intervalos de 5 minutos, arrependendo-me de tudo o que nos fez separar um outro e o que nos obrigou desfazer-se de sonhos, ambicoes, planos, sentimentos, hábitos...
Lembro-me dos dias que enquanto dormia ela suavemente acordava-me com o seu afecto brando e carinhoso, com os seus beijos calorosos dizendo "bom dia mor" assim que eu abrisse o olhos para mais um dia.
Mais uma vez suspiro, e com cada suspiro se solta um sentimento de cansaço. Nesta sala vazia e escura mas cheia de lembranças escrevo-te contando os meus mais profundo segredos, desabafos, aliviando o espírito... Pois o que me doí, doí cá dentro e nem todos precisam de saber.
Só tu e eu, "meu querido diário".

Partilhando a culpa...

Apreciando o vasto mar, perco-me na longínqua luz do sol, que a pouco e pouco vai-se desfazendo no lençol azul aquático, que parece não ter fim de onde me situo... A brisa fresca vinda das mais longas distancias que este percorre traz a sensação de liberdade que tanto busco, que anseio finalmente nela cocegar e perder-me aonde não me possa encontrar mais...
Fujo de tudo e todos neste pensamento absurdo em que me pergunto qual a vantagem de viver se só sofremos... Pergunto-me se e paranóia minha ou simplesmente a visão que tenho de um mundo falso e desorientado que já não nos pertence mais.
"Que raiva!!!" digo eu muitas vezes quando me encontro sozinho, por não perceber o porque que muitas coisas acontecem. Vejo lágrimas, angustias, frustracão, solidão e saudades a guerrilhar no meu interior... E apercebo-me que muitos mentem a cerca dos seus próprios sentimentos, fazendo-se passar por outras pessoas que nem elas próprias reconhecem... interpretam personagens tiradas de uma imaginação fértil e fútil de criança com medo de sofrer ainda mais.
Sem notar que o sofrimento continua "ali"... Em busca de paz por lugares inaudito, mas voltando a casa com o mesmo resultado como todas as outras tentativas falhadas... Teremos culpa no cartório? Ou estaremos a ser castigados por pecados passados neste curto ciclo da vida?
Acho que nunca entenderei, mas...
Por lugares inexplorados vou procurando as minhas respostas, e pelas ruínas das minhas memorias a minha felicidade... Onde todos partilhamos a mesma culpa por enganarmos-nos a nos próprios e não aproveitando cada momento, porque nunca sabemos se será o nosso ultimo...

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A felicidade um dia...


A felicidade um dia...

E de novo acredito que nada do que
e importante se perde verdadeiramente.

Apenas nos iludimos,

julgando ser donos das coisas,

dos instantes e dos outros.

Comigo caminham

todos os passados que amei,

todos os amigos que se afastaram,

todos os dias felizes que se apagaram.

Nao perdi nada, apenas a ilusao de que tudo podia ser meu...

para sempre."

O que realmente muda...




Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, mudam-se o ser, muda-se a confianxa; todo o mundo e composto de mudanxa, tomando semprenovas qualidades. Continuamente vemos novidades diferentes em tudo da esperanxa; do mal ficao as magoas na lembranxa e do bem as suadades... ( Mx ha coisas k eu gostaria k o mundo nao mudaxe permanexexem como estao e espero nao mude!)...