sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Partilhando a culpa...

Apreciando o vasto mar, perco-me na longínqua luz do sol, que a pouco e pouco vai-se desfazendo no lençol azul aquático, que parece não ter fim de onde me situo... A brisa fresca vinda das mais longas distancias que este percorre traz a sensação de liberdade que tanto busco, que anseio finalmente nela cocegar e perder-me aonde não me possa encontrar mais...
Fujo de tudo e todos neste pensamento absurdo em que me pergunto qual a vantagem de viver se só sofremos... Pergunto-me se e paranóia minha ou simplesmente a visão que tenho de um mundo falso e desorientado que já não nos pertence mais.
"Que raiva!!!" digo eu muitas vezes quando me encontro sozinho, por não perceber o porque que muitas coisas acontecem. Vejo lágrimas, angustias, frustracão, solidão e saudades a guerrilhar no meu interior... E apercebo-me que muitos mentem a cerca dos seus próprios sentimentos, fazendo-se passar por outras pessoas que nem elas próprias reconhecem... interpretam personagens tiradas de uma imaginação fértil e fútil de criança com medo de sofrer ainda mais.
Sem notar que o sofrimento continua "ali"... Em busca de paz por lugares inaudito, mas voltando a casa com o mesmo resultado como todas as outras tentativas falhadas... Teremos culpa no cartório? Ou estaremos a ser castigados por pecados passados neste curto ciclo da vida?
Acho que nunca entenderei, mas...
Por lugares inexplorados vou procurando as minhas respostas, e pelas ruínas das minhas memorias a minha felicidade... Onde todos partilhamos a mesma culpa por enganarmos-nos a nos próprios e não aproveitando cada momento, porque nunca sabemos se será o nosso ultimo...

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